Médica do Hospital de Santarém recebe o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular atribuiu o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção a Ana Rita Baptista de Moura, do Hospital Distrital de Santarém. Os trabalhos foram apresentados entre os dias 14 a 16 de outubro, em formato híbrido (online e presencial), em Peniche.

“Este ano os trabalhos foram subordinados aos temas ‘Uma imagem vale mais do que mil palavras’, ‘Complicações’ e ‘Casos clínicos out-of-the-box’, nas categorias de intervenção coronária e intervenção estrutural. As candidaturas, que superaram as nossas expectativas, ilustram a elevada qualidade da Cardiologia de Intervenção nacional. Acreditamos que estas iniciativas são de extrema importância, uma vez que fomentam o interesse e a motivação dos jovens pela área da Cardiologia de Intervenção”, afirma Rita Calé Theotónio, presidente da Reunião.

O trabalho submetido por Ana Rita Baptista de Moura, para a categoria de intervenção coronária, baseou-se na descrição da metodologia adotada na abordagem de uma complicação em contexto de intervenção coronária, sob a forma de perfuração. Esta decorreu aquando da tentativa de angioplastia de uma artéria coronária direita.

“Os objetivos foram a partilha de experiência na gestão de um contexto particularmente complexo de perfuração coronária proximal, determinado pela ocorrência simultânea de compromisso do fluxo para as porções médio-distais do vaso, pela provável presença de hematoma. O ganho de controlo sobre a totalidade da extensão da artéria foi dificultado pela incapacidade recorrente no avanço de material, que assim exigiu a utilização de diversas técnicas que possibilitaram a aquisição de melhor suporte e, simultaneamente, garantiram a manutenção de hemostase durante o procedimento”, afirma Ana Rita Baptista de Moura.

Terminou, concluindo que “as perfurações coronárias são complicações que, apesar de raras, têm potencial de se associar a elevada morbimortalidade. O sucesso do seu tratamento depende de um reconhecimento precoce e da adoção de medidas que possibilitem a aquisição de hemostase de forma célere. Estas estão habitualmente bem descritas na literatura, recomendando-se a sua aplicação de forma sistematizada. Ainda assim, cada caso pode associar-se a desafios adicionais, que obriguem a uma adaptação das estratégias mais convencionais.”

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